A música como refúgio e o silêncio como companheiro.

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Desatino



Caiu a noite sobre os sonhos mais puros
E as ilusões despiram-se das alegres fantasias,
Sob os vultos da normalidade viciada.
Sombria realidade dissimulada.

Desânimo, desesperança, desconsolo.
Desatino clamando por justiça.
Embora sejam o silêncio e a inércia imputados,
Os aflitos anseiam por decoro, fim do clandestino.

Interesses particulares encaixilham egos descontrolados,
Refletidos na obediência irrestrita, acima de ideais.
Jogos, arrogância, inconsequências, contradições,
Lições que cidadão algum deveria aprender.

Seria a ignorância o caminho da ventura?
Sucumbe a honradez, levianamente, ao poder?
Teria a ética caráter frívolo, apenas uma conjectura?
Quem poderia responder?